Redação pronta sobre aquecimento global

Se você pretende prestar vestibular, concursos públicos ou fazer o exame do ENEM é aconselhável que fique por dentro sobre os temas que podem ser solicitados como proposta de redação.

As provas, normalmente, buscam como tema das redações algum assunto que esteja na mídia. Entre os assuntos mais pedimos está o aquecimento global, pois é um problema atual e que pode causar diversos problemas à população.

Já foram constatados casos de ciclones, furacões, tempestades fortes, dentre outros desastres naturais. Isto tudo é resultado do aquecimento global. Todos podem perceber pelas mudanças climáticas que o sol está mais quente e os níveis do mar estão maiores, o que contribui para o acontecimento de catástrofes.

Consequências do aquecimento global

Consequências do aquecimento global

Entre as causas do aquecimento global está o crescimento de desertos, o que resulta no aumento da temperatura, o número de mortes de animais e vegetais e o desequilíbrio do ecossistema.

As regiões que possuem temperaturas amenas são as que mais sofrem com este problema, pois podem apresentar ondas de calor e ausência de chuvas.

Como escrever uma redação sobre aquecimento global?

Cidades com seca no Brasil

Antes de escrever uma redação sobre aquecimento global é recomendado ficar atento sobre todas as notícias que envolvem este tema, desta forma é possível organizar os fatos, argumentos e ideias para desenvolver um bom texto.

As redações, normalmente, são dissertativas, portanto o candidato deve expor um conteúdo claro de maneira que o avaliador perceba que você tem domínio pelo assunto.

No entanto este tema permite uma opinião diferente, já que gera muita polêmica, afinal os seres humanos são os causadores do aquecimento global? Será que este problema pode ser resolvido? Quais medidas podem ajudar a amenizar o problema?

Estas perguntas podem ajudá-lo a desenvolver uma redação sobre o tema proposto, mas lembre-se que a sua dissertação deve conter a introdução para apresentar o assunto a ser discutido, desenvolvimento para que o candidato cite todos os seus argumentos e a conclusão que permite a sua opinião sobre o tema.

Exemplos de redação sobre aquecimento global

Menina escrevendo redação sobre aquecimento global

1° Exemplo

Aluno: Álvaro Luis dos S. Pereira

Colégio Etapa, São Paulo

Prof. Edson de Barros Camargo

Fontes de Energia não Poluentes

O mesmo homem que já foi capaz de chegar na Lua, ainda não resolveu um problema tão sério, que é a poluição causada pelo uso de determinadas fontes de energia. Grande parte da energia utilizada pela humanidade acarreta poluição ambiental e danos à natureza.

No entanto, essa situação pode ser mudada. Já existem tecnologias nas quais a produção, o armazenamento e o uso da energia são completamente inofensivos ao meio ambiente, como a célula de combustível e a energia solar. Contamos também com a energia nuclear, que utilizada corretamente, não agride a natureza. Existem ainda diversas outras fontes de energia limpa. No entanto, para que o uso em larga escala dessas fontes seja viável, é necessário muita pesquisa. Em alguns casos, a relação entre custo e produtividade torna o uso desinteressante, e só os estudos científicos podem melhorar essa relação. Em outros, como o da energia nuclear, é necessário um maior conhecimento para operá-la com segurança. Mas, superando esses desafios, poderemos mover nossas máquinas sem sujar o planeta. Além disso, várias dessas fontes são renováveis, o que também é muito importante.

Os automóveis estão entre os campeões na poluição do ar. Movidos principalmente a motores de combustão, liberam diversos gases indesejáveis. Na queima de gasolina, álcool e diesel, infestam a atmosfera de poluentes como monóxido de carbono, dióxido de carbono, dióxido de enxofre, dentre outros. Entre as conseqüências desses poluentes, podemos destacar o efeito estufa e a chuva ácida, além de diversos outros problemas causados por eles. No entanto, já existem propostas de utilização de fontes de energia limpas e renováveis para mover os automóveis. Já surgiram projetos de veículos movidos à energia solar, como o “Banana” desenvolvido por engenheiros brasileiros. No entanto, esses não obtiveram êxito.

Surgiram também diversos concept cars movidos à energia elétrica, a qual era armazenada em baterias. Alguns desses chegaram até a entrar em linha de montagem, como o Saturn, da GM. Porém, por apresentarem um desempenho fraco e precisarem ficar várias horas ligados à tomada para que a bateria seja carregada, esses carros não emplacaram. No entanto, existe uma outra técnica de utilização de energia elétrica em automóveis que é muito promissora: a célula de combustível. Esta tecnologia consiste em utilizar hidrogênio para produzir eletricidade. O hidrogênio passa por membranas de platina, onde é dividido em elétrons e íons. É gerada uma diferença de potencial, obtendo-se assim energia elétrica. Os íons reagem posteriormente com oxigênio, formando água, o único detrito do processo. No entanto, o armazenamento do hidrogênio é complicado. Se armazenado sob a forma de gás, o automóvel teria uma baixa autonomia. Armazenado no estado líquido, torna-se extremamente explosivo, e seria complicado equipar milhões de veículos de forma que o seu armazenamento seja seguro. Mas foi dada uma solução interessante a esse problema: o hidrogênio necessário ao processo é retirado de hidrocarbonetos que, esses sim, são armazenados sem maiores problemas. Assim não se sabe qual hidrocarboneto será utilizado, tudo dependerá dos fatores rendimento e custo. Outro problema a ser solucionado é o preço da célula de combustível. Esta ainda não é barata o suficiente para equipar toda a frota de veículos, e é preciso trabalho científico para barateá-la. Outro fator a ser resolvido é a necessidade da implantação de postos de combustível que atendam a veículos equipados com essa tecnologia. Mas apesar de todas essas dificuldades, a viabilização do uso de célula de combustível está cada vez mais próxima. Grandes corporações, como Daimler-Benz, Ford, GM e Shell, vêm investindo pesado nesse sentido. Na Califórnia, o governo obrigou que, até 2005, 10% dos automóveis comercializados não sejam poluentes, o que obrigou as grandes montadoras a se mobilizarem. Este foi um projeto governamental muito feliz, que de fato agilizou os estudos.

Ainda para automóveis, outra solução é a combustão do hidrogênio, cujo detrito é apenas água. No entanto, esta alternativa ainda é inviável, devido ao custo. Manipular hidrogênio que é extremamente explosivo, exige gastos exorbitantes. Ainda são necessários muitos anos de estudo para viabilizar esse processo, se é que um dia ele será viável.

Outras opções para os automóveis são combustíveis como o biogás e o metanol. Não são limpos como os processos baseados no hidrogênio, mas têm como vantagem não produzir monóxido de carbono.

Mas não só carros agridem o nosso planeta. Uma outra questão muito importante é produzir energia elétrica para a rede elétrica sem agredir o meio ambiente. As principais fontes de eletricidade hoje em dia são as hidrelétricas. Estas são limpas, já que não poluem nem o ar, nem a água. No entanto, as represas construídas nesse processo destroem o ecossistema local. E, além disso, o potencial hidrelétrico mundial já está sendo utilizado quase em sua totalidade, ou seja não tem como ampliar a produção hidrelétrica. Por isso, precisamos de novas formas de se produzir eletricidade Uma forma já utilizada é a energia solar. Placas captam a luz do sol, que é transformada em eletricidade por células fotovoltaicas. Regiões que recebem uma forte insolação durante o ano, como desertos, são lugares onde seria proveitosa a utilização dessa tecnologia. Porém, o processo apresenta certos problemas a serem solucionados. A célula fotovoltaica ainda é muito cara para uma eventual produção em larga escala, o que pede um trabalho científico na direção de baratear o seu custo. Existe também outro inconveniente: as regiões desérticas, onde devido à grande insolação, pode-se obter uma boa quantidade de energia, apresentam uma alta amplitude térmica diária, o que ocasionalmente causa danos ao equipamento. É necessário que se desenvolvam placas resistentes às variações térmicas dessas regiões. Além de ser completamente limpa e inesgotável, a energia solar é interessante também por figurar como uma possível forma de aproveitamento econômico de regiões áridas. Lugares pobres como o Saara, a península arábica, e até o nordeste brasileiro, poderão ter na exportação de energia uma fonte de renda, o que é muito interessante.

A energia nuclear também é uma possibilidade para o futuro, apesar de estar “fora de moda” . Por ter causado catástrofes, como o memorável caso de Chernobyl, e vazamentos de material radioativo em diversos lugares, além de ter sua imagem associada à guerra e morte, a energia nuclear não é bem aceita pela população. No entanto, sua utilização possibilita um enorme potencial energético a ser explorado. Mas, para isso, ainda é necessário muito estudo. A obtenção de energia através da fissão nuclear consiste basicamente no seguinte processo: nêutrons são lançados conta o núcleo de átomos de urânio, por exemplo, os quais se quebram. Dessa quebra, temos a liberação de energia proveniente da própria fissão e parte da matéria sendo transformada em energia, além dos substratos, que são átomos radioativos, como césio. A fissão de um átomo acarreta a fissão de outro, e assim, inicia-se uma reação em cadeia. Esse processo libera uma boa quantidade de energia. Porém, uma eventual falha pode acarretar uma explosão devastadora e uma enorme descarga de material radioativo. Esse é composto por átomos com excesso de nêutrons no núcleo, o que acarreta a emissão do raio gama. Esse raio causa males gravíssimos ao ser humano e a um ecossistema. Resumindo, a energia nuclear é uma arma poderosíssima, mas é preciso saber usá-la. Não se pode pensar em uma usina nuclear sem que essa funcione com segurança total. Isso é um fator que afeta também o custo do processo. Sai cara a produção de energia, já que são altos os gastos com o funcionamento da usina nuclear. É necessário que se estude a fundo o átomo para que possamos controlar com eficiência o processo de fissão nuclear, e assim lidar com ele sem riscos e com custos mais baixos. Concluindo, a energia nuclear pode ser uma fonte grandiosa de energia limpa no futuro, mas isso ainda requer muito estudo.

Vale a pena citar também a energia das marés, que vem sendo utilizada em lugares nos quais esse fenômeno é intenso, como a região da Normandia (França). Outra fonte de energia completamente limpa e inesgotável é a energia eólica. Seu único problema é a relação custo benefício, já que o gerador eólico é caro. Mas em regiões onde o vento é intenso e constante, seu uso é interessante.

A química pode contribuir em muito para o desenvolvimento de fontes de energia limpa e renovável. Mas, para isso é necessário que se invista em pesquisas, o que depende da conscientização das autoridades e das grandes corporações da importância de vivermos num planeta limpo.

2° Exemplo

Aluno: Hamilton Shoji

Colégio Etapa, São Paulo

Prof. Edson de Barros Camargo

Química e Energia Limpa – Produção e Armazenamento

Desde o início da civilização humana, os processos de obtenção e utilização de energia pelo homem vêm se transformando. No começo, era a própria força gerada pelos músculos das pessoas. Depois, veio à domesticação de animais, as rodas d’água e moinhos de vento. Mas nada pode ser comparado ao grande salto tecnológico iniciado na Revolução Industrial do século XVIII, quando o homem começou a utilizar o vapor como fonte de energia mecânica. Daí em diante, não pararam de surgir novas alternativas energéticas para a cada vez maior demanda proveniente de cidades e indústrias: as grandes hidrelétricas, o advento do petróleo, mais tarde, no século XX, a fissão nuclear.

De todas essas fontes, o petróleo e o carvão mineral se sobressaíram, sendo até hoje as mais utilizadas, considerando o mundo como um todo. Hidrelétricas também se destacam, produzindo 10% da energia elétrica consumida, além das usinas de fissão nuclear espalhadas pela Europa e Japão. Porém, há vários problemas nesses meios de produção, como recentemente apontando os grupos ambientalistas, apoiados sobre dados científicos. A queima dos “combustíveis fósseis”, como são conhecidos genericamente o carvão mineral e o petróleo, libera diversos gases tóxicos à atmosfera (SO2, CO2, etc), que causam chuva ácida e aquecimento global; hidrelétricas alagam grandes áreas de ecossistemas, destruindo-os; a energia fantástica liberada pela quebra de núcleos atômicos traz um sério problema de lixo radiativo, que destrói todo o tipo de matéria e demora milhares ou milhões de anos para se tornar inerte. Além disso, as reservas de petróleo, restritas a determinadas regiões de globo, não são renováveis e se esgotarão em trinta anos; os lagos de hidrelétricas sofrem rápido processo de assoreamento, tendo uma vida útil de somente cem anos, após os quais suas turbinas não funcionarão mais.

Partindo desse ponto de vista, nota-se a urgente necessidade da implantação de novos sistemas de produção de energia, tanto para o mundo atual como para o futuro. Vários casos já vêm sendo estudados pelo homem, como as energias retiradas do vento, do calor da Terra, das marés, da radiação do Sol e da fusão nuclear. Todos estes seriam exemplos da chamada energia “limpa”, ou seja, que não causa danos ao meio ambiente, e de durabilidade muito maior do que as fontes atuais. Por que, então, não se usam tais fontes de energia “limpa” desde hoje, preservando dessa forma o meio ambiente, que vem sofrendo desde a Revolução Industrial um acentuado e acelerado processo de destruição?

Várias causas são apontadas para cada processo: na fusão nuclear, literalmente a união de dois átomos “leves” (de baixa massa atômica), necessita-se de condições extremas, como temperatura de um milhão de graus Celsius e pressão de mil atmosferas, somente conseguidas pelo homem nas atuais bombas atômicas, sem controle algum sobre seu imenso potencial; o vento, as marés e a radiação solar esbarram em seus altos custos de produção e baixa produtividade.

Contudo, esses dois últimos problemas vêm diminuindo bastante de tamanho. Com o rápido avançar da tecnologia e a iniciativa de várias empresas de grande porte em investir nas novas fontes de energia, técnicas mais aprimoradas puderam ser aplicadas re os resultados tornaram-se tão animadores que já se pode imaginar um planeta mais limpo, para um futuro não muito distante.

Citando exemplos, temos a iniciativa de países como Holanda e Noruega, que empregam usinas que retiram energia das marés, experimentalmente, e têm potência para abastecer pequenas cidades. Na Islândia, ilha vulcânica coberta de gelo por seis meses ao ano, quase toda a energia é retirada do calor da Terra, que aquece a água para as casas e ainda é usado para produzir energia elétrica. Em diversas partes do mundo, há experiências com usinas eólicas, que já são responsáveis por cerca de 0,5% de toda a energia produzida mundialmente.

Mas, certamente, o maior avanço foi obtido pelos cientistas que desenvolvem a energia solar. A maior prova disso são as calculadoras e outros aparelhos eletrônicos que funcionam com células fotoelétricas. O desenvolvimento de dispositivos que captam a energia solar, transformando-a diretamente em calor, para substituir chuveiros elétricos é outro importante passo para a utilização da energia solar; a criação de motores elétricos que substituem os atuais passa por um importante estágio: os antigos transformavam a energia solar em eletricidade, usada num motor elétrico; agora, os cientistas estão desenvolvendo um novo sistema capaz de utilizar os raios solares para fazer a hidrólise da água (decomposição da água, em gás hidrogênio e gás oxigênio), o que seria o apogeu da energia limpa: utiliza-se a radiação solar, de fonte praticamente inesgotável, para decompor a água e depois “queimar” o hidrogênio liberado e formar novamente água, num processo sem poluentes e sem agressões ambientais!

Realmente, isso parece um sonho, mas está perto de ser alcançado. Mas ainda há um outro importante problema em que o homem ainda deve se preocupar: como e onde armazenar a energia? As formas atuais são atrasadas e são extremamente danosas. As pilhas e baterias que transformam energia de reações químicas em energia elétrica, pouco eficientes e quando abandonadas ao meio ambiente, contaminam o solo e a água de mananciais com metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio, etc).

Felizmente, os cientistas já pensaram nisso. Como o futuro energético será a energia solar realizando a hidrólise da água, será muito importante saber como armazenar o hidrogênio de modo inerte, sem o risco de explosões, como o que matou dezenas de pessoas no acidente aéreo do Zepelim. Dos projetos para este intuito, sobressaiu-se a idéia de captar o hidrogênio, ainda gasoso, numa espécie de esponja, que o liberaria aos poucos, para ser queimado tanto em motores a explosão como em usinas, que usariam o calor da reação para ferver água e utiliza-la para fabricar energia elétrica. Esse método diminuiria o risco de explosões, e se estas ocorressem, seriam de pequenas proporções.

Estas e outras soluções estão sendo pesquisadas mundo afora, e muito dinheiro está sendo investido nessas propostas, o que mostra que a preocupação do homem para a causa energética e ambiental é grande. Mas não devemos esquecer que o mundo todo ainda desperdiça energia e depreda o meio ambiente; a maior solução, portanto, ainda é a criação de uma consciência crítica na população da Terra, desde pessoas, em suas casas, consumindo supérfluos e embalagens em excesso, mantendo aparelhos ligados sem necessidade, a grandes empresários, estimulando comercialmente o uso de produtos agressivos ao meio ambiente e liberando diversos produtos que contaminam o solo, o ar e a água. Somente sem esses maus hábitos gerados pela via moderna, é que poderemos pensar em um futuro realmente limpo para nossos descendentes.

3° Exemplo

Aluno(a): Lívia Lazaneo

Colégio Luiz de Queiroz, Piracicaba, SP

Prof(s): Alexandre Martins/ Juan Sebastianes

Química e Energia Limpa: Produção e Armazenamento

O mundo, para se desenvolver, sempre fez uso da energia. Entretanto, durante muito tempo, a preocupação com a preservação da natureza não acompanhou a busca por novas fontes energéticas. Torna-se necessária, cada vez mais, maior conscientização da importância de unir essas duas forças, energia e natureza, para que a humanidade evolua de forma equilibrada.

O desenvolvimento das fontes de energia acompanhou a evolução do homem: primeiro o fogo; em seguida, a utilização da força dos ventos (para a navegação e para a movimentação de moinhos) e o aproveitamento da força hidráulica para mover as rodas d’água; depois, surgiram a máquina a vapor, a eletricidade, os motores movidos a derivados de petróleo e a energia nuclear, entre outras. Infelizmente, nos dias de hoje, os tipos de energia mais usados no mundo geralmente são poluidores e não renováveis.
Esse é o caso do petróleo, que responde por cerca de 39% do consumo mundial de energia. Entretanto, além da emissão de poluentes provenientes de sua queima e da presença na atmosfera, junto a refinarias, de seus derivados antes da queima (poluição fotoquímica), causa outros danos à natureza, visto que são freqüentes os derramamentos de petróleo no mar.

A energia hidrelétrica, imensamente utilizada no Brasil graças ao enorme potencial hidráulico do país, provoca danos ambientais causados pela instalação de usinas, que exige o alagamento de grandes áreas e dificulta a preservação de espécies nativas, além de acelerar o assoreamento e a decomposição de grande quantidade de matéria orgânica.

A fissão nuclear, que foi descoberta em 1938 e utilizada inicialmente para fins militares, é obtida através da colisão de nêutrons com urânio ou tório (minerais radioativos), que leva à fragmentação dos núcleos dos átomos e libera grande quantidade de energia. Nêutrons liberados nesta fissão, numa reação em cadeia, bombardeiam outros átomos, que também se quebram. Nas usinas atômicas, essa reação nuclear é controlada nos reatores. Uma quantidade de água é aquecida pela energia liberada na fissão e transformada em vapor, cuja pressão faz girar uma turbina que aciona um gerador, convertendo a energia mecânica em energia elétrica.

Acreditou-se, no início de sua utilização, que a energia nuclear fosse uma boa alternativa para o petróleo e o carvão mineral. Todavia, ela apresenta sérios perigos. Um deles é o destino do lixo atômico (resíduos muito radioativos que ficam no reator onde ocorre a “queima” do urânio). Esses resíduos, atualmente, são armazenados em recipientes metálicos protegidos por caixas de concreto, guardados em salinas profundas desativadas ou lançados ao mar e em piscinas d’água, nos quais a radioatividade permanece por milhares de anos. Piores ainda, os acidentes com liberação de material radioativo do interior do reator contaminam o ambiente e provocam mortes e doenças – como o câncer. O pior deles foi o de Chernobyl, que atingiu muitos países.

Classificadas como fontes de energia não-renováveis, por existirem em quantidade limitada no planeta, as provenientes dos minerais geralmente são utilizadas para fornecer calor para os fornos das indústrias siderúrgicas e para produzir eletricidade através das usinas termelétricas.

Nessa relação, destacamos o carvão mineral, o gás natural, o xisto betuminoso e o petróleo.

O carvão mineral, muito importante na época da Revolução Industrial, é usado na produção de aço em siderúrgicas, na geração de energia elétrica em usinas termelétricas e na obtenção de gás de uso doméstico. Apesar da abundância no Brasil, seu uso sofre restrições devido a problemas ambientais e ao acúmulo de gás carbônico na atmosfera (efeito estufa).

O gás natural é formado principalmente por metano. Encontrado associado ao petróleo, é menos poluente que este e seu custo na geração de energia elétrica é bem menor em relação a outras fontes.

O xisto betuminoso provém de rochas ricas em betume (hidrocarbonetos, como os de petróleo, em rochas sedimentares). Possui muitas impurezas e seu teor de óleo é baixo, com sobras de 80 a 90% de resíduos, existindo problemas técnicos e de poluição a resolver.

Surge, então, a necessidade da utilização de fontes de energias limpas, que são renováveis e pouquíssimos danos causam ao ambiente. Bastante vantajosas, utilizam matéria-prima existente em abundância e produzem energia elétrica direta ou indiretamente, que podem ser armazenadas nas cada vez mais sofisticadas baterias, tendo aí, a participação inestimável da química.

Um bom exemplo é a energia eólica, obtida pela força dos ventos. Através de um processo puramente mecânico, aerogeradores de grande porte são ligados à rede de distribuição e fornecem o custo por quilowatt comparável com o das hidrelétricas, enquanto aerogeradores pequenos são usados para carregar baterias.

O aproveitamento energético das marés é outro exemplo da obtenção de energia através de um processo mecânico. Pela construção de uma barragem com turbinas e geradores, forma-se um reservatório junto ao mar que se enche na maré alta e se esvazia na maré baixa, movendo turbinas ligadas a geradores de energia elétrica.

A utilização da energia solar também vem sendo bastante pesquisada e aplicada. Alguns tipos de painéis utilizam o calor solar para o aquecimento de água e de interiores de prédios. Painéis de células fotovoltaicas, geralmente feitos de silício, transformam a luz solar diretamente em energia elétrica. É uma ótima alternativa para áreas distantes, como fazendas e selvas. Há também experimentos de carros movidos a energia solar a serem aperfeiçoados. Outra aplicação direta dessa energia é o emprego do fogão solar na cocção de alimentos, uma alternativa ecologicamente importante e correta, já que diminui o consumo de lenha.

O hidrogênio também é uma fonte de energia limpa. Misturado ao oxigênio, inflama-se com muita facilidade, liberando uma grande quantidade de calor. Seu uso como combustível avança rapidamente, já havendo protótipos de carros movidos a hidrogênio que têm a vantagem de não poluir, pois, quando queimado, seu resíduo é somente água. Na sua produção pode-se utilizar a eletrólise, que consiste na “quebra” da água em hidrogênio e oxigênio sob a ação de uma corrente elétrica contínua, método que gasta muita eletricidade. Outra maneira é a decomposição de vapor de água superaquecido em contato com ferro metálico ou carvão, um método mais econômico. O hidrogênio é encontrado no estado gasoso sob pressão ambiente, e apresenta difícil armazenagem, sendo necessário comprimi-lo muito e colocá-lo em cilindros.

Outra fonte de energia promissora é a biomassa, proveniente de organismos que podem ser aproveitados, como a cana-de-açúcar, a beterraba, o biogás, diversos tipos de árvores e alguns óleos vegetais.

Batata, beterraba, cana-de-açúcar, cevada, eucalipto, girassol e mandioca são algumas das plantas que podem produzir álcool combustível que, entre outras vantagens, é inesgotável e polui menos, já que o gás liberado pelo escapamento de um motor a álcool (etanol, produzido a partir da cana) contém vapor d’água, dióxido de carbono (CO2) e óxidos de nitrogênio, enquanto que o escapamento de um motor a gasolina libera, além desses, óxidos de enxofre, micropartículas sólidas de carbono e um pouco mais de monóxido de carbono, poluentes que agridem a vida. O álcool ainda possibilita o desenvolvimento de uma tecnologia 100% nacional.

A partir da decomposição anaeróbia de resíduos como esterco, palha, bagaço de vegetais, e até mesmo lixo ou esgoto, feita por certos tipos de bactérias, é produzido o biogás. Ele pode ser usado como combustível para fogões e motores, e pode gerar eletricidade em termelétricas com economia e menor impacto ambiental. Pode, ainda, fornecer calor para caldeiras, permitindo economia de carvão, por exemplo. Para a sua produção é necessário um equipamento chamado biodigestor, utilizado para decompor os resíduos, um filtro para purificar o gás e um compressor para armazená-los em tanques.

O carvão vegetal, utilizado nas usinas siderúrgicas, termelétricas e residências, é obtido pelo aquecimento da madeira, acima de 400ºC, e mantém sua forma e estrutura, sendo constituído quase inteiramente por carbono. Sua maior desvantagem é o desmatamento provocado pela transformação da madeira em carvão, visto que apenas 30% é proveniente do eucalipto reflorestado.

Com a enorme disponibilidade de matéria-prima e tecnologia para a obtenção de energia limpa, a tendência para o futuro é que não haja apenas uma fonte energética predominante, como aconteceu com o carvão e depois com o petróleo, e, sim, várias fontes, tais como luz solar, hidrogênio, biomassa e ventos. Inúmeras pesquisas nos campos da química, física e biotecnologia, deverão ser desenvolvidas para produzir mais energia, preservando, ao mesmo tempo, o meio ambiente.

Aluno(a): Nataly Horner H. Castro

Colégio: Cidade de Bragança, Bragança Paulista

Prof(s). : Marcos Formis/ Eduardo B. Ciccone/Antonio C. Coraini

Blecaute

A energia faz o mundo girar: impulsiona desde rodas, turbinas e motores até informações que circulam dentro de circuitos e centrífugas que enriquecem o urânio para produzir mais energia ainda. Assim, o mundo gira cada vez mais e mais, crescendo progressivamente a necessidade de mais energia para impulsioná-lo. Como conciliar a busca crescente por energia com esse frágil e complexo mecanismo que gira e contém Vida, sem danificá-lo irreversivelmente?

Neste século, em todos os setores industriais, o que temos visto é um dinâmico avanço tecnológico, que, mais recentemente, vem sendo acompanhado por tentativas de preservar o meio ambiente; enquanto isso, o setor energético apenas ensaia alguns passos incertos nesse sentido, preferindo permanecer sob a densa fumaça dos combustíveis fósseis, cada vez mais espessa, e cuja combustão representa hoje 80% de toda a energia utilizada no mundo. Os outros 20% restantes são representados pela energia hidrelétrica, cuja instalação afoga ecossistemas inteiros, e por outras fontes de energia ainda mais antiecológicas, como por exemplo, as pilhas eletroquímicas e a energia nuclear. Utilizadas em aparelhos eletrônicos, essas pilhas, apesar de desprezíveis em termos de produção energética, ainda são um grande problema para serem descartadas. Já a energia nuclear é de uma gravidade ainda mais alarmante, pois seus resíduos radioativos são lançados em alto-mar, ou muitas vezes são vendidos e enviados para os quintais do fundo do 1o. mundo, ou seja, os países subdesenvolvidos; em ambas as “soluções”, apenas transferem o problema para adiante: seja para um futuro próximo ou para um país sem tecnologia adequada para tomar as precauções necessárias contra a radioatividade, e tampouco, estrutura suficiente para arcar com suas conseqüências tão maléficas.

Pode-se observar que a energia utilizada hoje provém, na sua grande maioria, de processos químicos: combustões, fissões, oxidações, entre outros. Alguns esforços vêm sendo feitos para inovar e “limpar” essas atuais formas de energia. No entanto, entre o binômio química-energia limpa é preciso haver um mediador: o capital. Ou seja: são tecnologias caras, o que as torna inviáveis. Além disso, as medidas ecológicas desenvolvidas podem acabar poluindo ainda mais durante o processo de sua fabricação – como no caso de filtros, por exemplo – ou consumindo mais energia do que a que resultará no processo final. Este é o caso da pilha de hidrogênio, que embora esteja causando tanto frisson na mídia, sendo apontada como o combustível do futuro, por enquanto ainda mostra-se inviável: a produção e o armazenamento do hidrogênio acabam totalizando num consumo energético maior do que o produto energético de sua combustão com o gás oxigênio.

Agravando ainda mais a situação, as reservas das atuais e problemáticas fontes químico-energéticas hão de acabar um dia; sua fabricação artificial apresenta as mesmas desvantagens já aduzidas anteriormente pelas medidas de “limpeza” da energia, além de inúmeras outras mais. Será que a solução seria, então, plantar canaviais e afins em 2/3 do mundo, para que o 1/3 restante os queimasse? O uso de biomassa revela-se duplamente danoso: além da poluição, provoca também o empobrecimento e a inutilização do solo

A questão é: por que insistir em desenvolver técnicas que reduzam ou eliminem a poluição causada por essas fontes de energia que, direta ou indiretamente, podem ser classificadas como químicas e não-renováveis, se até então essas técnicas vêm se mostrando ineficientes? Não seria mais coerente priorizar pesquisas de novas fontes energéticas, partindo da estaca zero, em busca de fontes ecologicamente corretas? O que ocorre é que todos os elementos químicos estão em equilíbrio na natureza; no entanto, o homem, com suas invenções muitas vezes inconseqüentes e mal planejadas, interfere nesse equilíbrio que a Terra vem mantendo desde o início dos tempos. Portanto, a forma de energia mais ecologicamente correta, a definida como “limpa”, seria a que menos interferisse nesse equilíbrio. Talvez já esteja na hora de substituir o eixo principal da produção de energia – a química -, já bastante desgastado por tanto tempo de uso, diversificando-o. É preciso também que as novas formas de obtenção de energia não estejam tão presas a um único fator, para se evitar a ameaça constante de colapso – como o do petróleo atualmente.

Posto que energia nunca é criada nem destruída, a Terra em si já consiste em um gigantesco reservatório natural de energia, de todos os tipos: energia solar, energia hídrica, energia eólica, energia marítima e até mesmo, energia elétrica na sua mais pura forma, encontrada em raios; uma única descarga produz energia que seria suficiente para abastecer cidades inteiras, não havendo sequer o trabalho de transformá-la. E, aumentando a abrangência, não limitemos a energia advinda de fora do globo apenas aos raios solares: através de pesquisas mais aprofundadas certamente se tornaria possível aproveitar até mesmo outros raios cósmicos que, imperceptivelmente, sempre bombardearam a Terra. Uma prova real de que energia pode ser extraída de fontes mais inusitadas possíveis e, sobretudo, ser convertida em formas aproveitáveis, encontra-se na Islândia, que vem fazendo uso da energia geotérmica dos vulcões.

Ao nos valermos de algumas fontes desse imenso reservatório natural, os danos ambientais após sua implementação serão mínimos  praticamente nulos, se comparados com os causados pelas formas de que hoje dispomos, já citados anteriormente. A única objeção, mas que pode ser facilmente desmontada, seria o alto custo de seu desenvolvimento e implantação, podendo ser até mesmo mais caros do que as formas convencionais de energia. A longo prazo, no entanto, poderia chegar a ser praticamente gratuita em alguns casos, havendo apenas o custo com a manutenção; custo esse que aparece também nas formas de energia convencionais. Em compensação, não haveria custo com extração, refinamento, e dependendo, nem mesmo transporte, como ocorre, por exemplo, com a energia solar.

Chegamos ao ponto de tamanha sofisticação tecnológica graças às diferentes formas de energia “química”; agora, com toda essa tecnologia desenvolvida, é necessário traçar o caminho inverso, substituindo a energia química por variantes mais eficientes, modernas e prudentes. Porém, isso não significa que poderemos prescindir da química. Pelo contrário, ela se fará ainda mais presente, tanto na produção de materiais que isolem, conduzam e armazenem essa energia “verde”, adequando-se às novas mudanças e padrões que surgirão, como no desenvolvimento de materiais utilizados para coletar essa energia do meio, cada qual com características específicas para seu fim, como alta resistência, alto grau de fusão ou capacidade de refletir ou absorver ondas eletromagnéticas, por exemplo.

Portanto, uma vez que essas novas formas de energia também envolvem química, elas também não estarão totalmente isentas de danos para o ambiente. Na prática, é impossível se criar energia 100% verde. As alternativas sugeridas tentam apenas minimizar ao máximo os prejuízos ecológicos, otimizando aquilo de que já dispomos, numa tentativa de tornar desenvolvimento compatível com equilíbrio ecológico.

É bem verdade que há uma grande distância entre as idéias acima propostas e a execução prática delas, e, infelizmente, além disso, tudo indica que são poucos os esforços no sentido de torná-las mais acessíveis. Essas formas de energia que seriam as realmente viáveis estão sendo encaradas como alternativas adicionais, praticamente experimentais: representam apenas 2% do consumo mundial. Se as pesquisas se direcionassem mais para esse ponto, os novos recursos técnicos tornariam mais barata a sua instalação, e maior o seu rendimento; poderíamos, então, ter até mesmo uma produção de energia independente e descentralizada. Daí o motivo da relutância e lentidão nas pesquisas e aperfeiçoamentos dessa área: as novas formas de energia ameaçariam um importante e movimentado filão da economia mundial, que poderia acabar arruinado. Como sempre, o interesse de uma poderosa elite minoritária se coloca em 1o. lugar, sobrepujando até mesmo o bem estar de uma geração futura inteira. Esquecem-se de que todo esse dinheiro que estão acumulando não terá onde ser gasto quando o planeta estiver completamente aniquilado.

Estas redações foram avaliadas pela OQ SP-2001. Siga os modelos das dissertações acima e faça desenvolva uma redação sobre aquecimento global.


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