A verdadeira história do Natal

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Solis Invictus.
A verdadeira história do Natal

Você realmente sabe de onde surgiram as comemorações do Natal, data em que a grande maioria dos cristãos celebra do nascimento de Jesus Cristo? Antes de falarmos disso, temos que analisar esse fato como sendo de grande importância na história da humanidade, e não somente da religião cristã. Antes de mais nada, temos que nos lembrar onde surgiu o cristianismo.

A primeira religião cristã a surgir no mundo foi a Igreja Católica Apostólica Romana, ou seja, só pelo nome não há como fugir do fato que ela surgiu em Roma. Flavius Valerius Constantinus, conhecido também como Constantino I, foi um dos mais importantes imperadores Romanos. Seu governo se iniciou em 306 d.C., e ele permaneceu no poder até 337 d.C., sendo o maior responsável pela implantação do cristianismo como fé e religião oficial de todo o Império Romano.

Segundo a tradição Católica, Constantino I havia sonhado que apenas com fé cristã ele poderia vencer os inimigos de Roma, historiadores e céticos afirmam que, por causa do crescente números de adeptos, Constantino acabou enxergando que era mais fácil adotar o Cristianismo que combater os fiéis. Seja qual for a verdade, o fato é que, a partir da adoção do Cristianismo por Roma, a religião foi ganhando cada vez mais espaço, fosse através de fiéis que acreditavam em Jesus como salvador ou pela imposição de Roma, que passou a perseguir todos aqueles que se recusassem a aceitar Jesus.

Roma antes do cristianismo

1º Imperador Romano Cristão.

Como sabemos, antes de Roma se tornar a maior potência mundial da antiguidade, a Grécia era quem ocupava tal lugar. E quando Roma invadiu a Grécia, acabou adotando seus antigos deuses, apenas mudando os nomes deles. Sempre que um país ou potência invadia um outro, a cultura do local era dizimada, porém, para que a transição de um modo de pensar para outro fosse mais fácil de ser absorvida, quem estava no poder costumava adotar as mesmas crenças, porém mudando seus nomes. Celebrações e datas, que um povo já estava habituado a comemorar há gerações eram mantidas.

Assim surgiu a celebração do Sol Invencível, chamado pelos romanos de “Solis Invictus”, que ocorria no dia 25 de dezembro do calendário juliano. A celebração era em honra ao deus Apolo, filho do Sol, que veio ao mundo para salvar os homens, trazendo a benevolência, a sabedoria e solidariedade entre todos os homens. Mas mesmo antes dos romanos, essa data já era celebrada, antes ao deus Mitra, que veio a terra com a mesma finalidade, e antes, haviam outros Deuses.

Roma depois do cristianismo

Como já dissemos, depois de adotar uma religião, para que o povo pudesse ser convertido com maior facilidade, as datas comemorativas continuavam as mesmas, assim, como de acordo com as escrituras, Jesus foi mandado por Deus a Terra para salvar a humanidade, trazendo sabedoria, pregando a igualdade e a solidariedades e o amor entre os homens, portanto, entre todas as datas comemorativas da Roma pagã, nenhuma se encaixava tão bem a história de Cristo quando a celebração do Sol Invencível, e a partir de então, o Dia 25 de dezembro do calendário Juliano passou a ser uma das datas mais importantes, que celebra o nascimento de Cristo, e então se tornou o natal que todos comemoramos desde então.

Por que não escolheram a data oficial do nascimento de Jesus?

Muitas pessoas se perguntam porque não adotaram a data correta do nascimento de Cristo, bem isso é muito simples de se entender, pois não há nenhum registro dessa data, em nenhum local da bíblia. Na época da adoção de 25 de dezembro como Natal, Roma seguia o Calendário Juliano, muito diferente do que seguimos agora, que é o Calendário Gregoriano. Na época em que Jesus nasceu, nenhum desses calendários existia, pois para nós, os anos só passaram a ser contados a partir do nascimento de Cristo.

Jesus era judeu, obviamente, quando nasceu, o que vigorava era o calendário Judaico, que atualmente está no ano de 5772. Cristo nascera então no ano de 3760 do ano judeu, que possui 13 meses, e ocorre que, não há nenhum registro que remeta ao mês em que Jesus nascera, e mesmo que houvesse, se fossemos segui-lo, o Natal mudaria de mês praticamente todos os anos.

Agora pensemos da seguinte maneira, se já é difícil adotar uma outra religião, em forçar que todo um Império, que se estendia por toda Europa, Bacia Mediterrânea da África e da Ásia adotasse essa nova religião, imagine se todos os anos, as pessoas tivessem que comemorar a data do nascimento do mentor e criador da religião em datas diferentes. Como todos seriam avisados? Por isso, a adoção de uma data já enraizada em todo império foi a escolha mais sábia.

A verdadeira História do natal.

Nos tempos de hoje, quem não comemora o Natal

O Natal não é comemorado por nenhuma religião não cristã, como os seguidores do Budismo, Hinduísmo, Islamismo, Judaísmo, entre outras outras religiões e seitas. Mas nem todos os Cristãos comemoram o Natal. Assim como já dissemos, não há na bíblia nenhuma data que seja relacionada ao nascimento de Jesus Cristo e como também já dissemos, o Natal foi baseado em uma comemoração pagã, dessa maneira, cristãos de algumas religiões não celebram o Natal. Entre eles estão os Cristãos Ortodoxos, que não comemoram o natal no dia 25 de dezembro, mas sim em 07 de janeiro; também os testemunhas de Jeová não comemoram o Natal, e outras igrejas evangélicas também se negam a comemorar essa data.

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